Será que a formação acadêmica fornecida aos jovens pelas escolas e universidades está em sintonia com as competências tão necessárias e de acordo com as necessidades do mundo do trabalho? Para responder a essa questão é preciso observar as vagas que as empresas apresentam e os candidatos disponíveis a elas. Uma coisa é notável, a conta não fecha. Isto é, existem muitas vagas que não são fechadas, pois faltam candidatos preparados. E esse preparo não é o técnico, sim, comportamental.

Grande parte dos jovens candidatos está muito aquém das expectativas e necessidades empresariais. É possível encontrar jovens despreparados para a realidade que os espera sem qualquer direcionamento para a atividade empresarial e, especialmente, sem saber, de fato, para o que estão se preparando.

Jovens confusos quanto à futura profissão, decorando fórmulas e estudando para as provas, sem compreender, na profundidade necessária, onde e como aplicarão profissionalmente o que estão absorvendo na escola. Os conteúdos básicos ensinados na escola ( português, matemática) já não são suficientes para o mundo do trabalho.

Os alunos do ensino médio são os mais impactados. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 40% dos jovens entre 15 e 17 anos evadiram-se da escola por desinteresse.

Para atrair a atenção e o interesse dos jovens em um universo com tantos estímulos externos ( tecnologia, consumo, alternativas de aprendizado, comunicação instantânea, entre outros) é necessário que o aluno consiga compreender onde aplicará o que está aprendendo. E comandarem suas carreiras de forma consciente e alinhada às exigências da economia global.

Já no meio empresarial, o desafio desses alunos é compreender que terá de buscar o aprendizado sobre esse universo que ainda não domina além dos muros escolares. Esse será o encaixe umbilical para a futura carreira do jovem.

Muitas empresas privadas oferecem cursos profissionalizantes como garantia de um futuro promissor no mercado de trabalho, entretanto, para grande parte dos jovens não representa a resolução do problema, uma vez que necessitam de remuneração que o auxilie no sustento e/ou na manutenção do lar.

Outros jovens acabam encontrando no trabalho informal uma via para ingresso no mundo do trabalho, o que pode representar uma desvantagem, uma vez que não inclui todos os direitos trabalhistas e as condições de um trabalho mais estruturado.

O Programa Aprendiz representa a alternativa ideal para esses jovens, pois possibilita o aproveitamento de milhões de jovens desse perfil econômico e social, e exige que façam a complementação educacional em uma entidade de aprendizagem, concomitante à atividade profissional executada na empresa contratante.