Se você é obrigado a fazer algo que não quer, assim mesmo, faça-o bem feio para que não tenha o retrabalho, o que irá exigir mais tempo e mais custos. Se a empresa recebe sua cota de aprendiz para, obrigatoriamente, atender, não deve postergar, não deve dar menor atenção, ou pior, não deve cumprir a exigência legal simplesmente contratando o número de aprendizes a que está obrigada, deixando-os de qualquer jeito ou em qualquer lugar, fora ou dentro da empresa. Grande número de empresas ainda executa esse erro administrativo, que apresenta resultados ruins nos campos financeiros, humano e em sua imagem junto à opinião pública.

Atualmente, nenhum fato fica longe do conhecimento público. O mundo está conectado e o que ocorre, mesmo no âmbito mais íntimo das empresas, mais cedo ou mais tarde saíra dos muros da organização e cairá no domínio de inúmeras pessoas e instituições.

As empresas sempre visam alcançar consistência para os seus negócios existirem no futuro. Investem em planejamento e desenvolvem estratégias operacionais, mercadológicas e jurídicas, que exigem muita atenção e consomem as poucas horas de sono de seus líderes. Tudo isso para que as inovações e as modificações possam continuar a ocorrer e gerem resultados positivos.

Os líderes empresariais na constante busca dos melhores resultados para as suas empresas estarão, assim, se valorizando empresarial e profissionalmente, numa sequência natural e lógica. Porém, jamais poderão ignorar o que a lógica impõe às práticas estratégicas que objetivam dar visão de futuro aos seus negócios: continuidade no esforço de renovação de suas equipes e genuíno exercício de execução de fortes ações de responsabilidade social no dia a dia empresarial.

Hoje, está bem mais arraigada na sociedade a verificação das iniciativas de responsabilidade social executadas pelas empresas, sem a confusão irresponsável e proposital de se efetuar os investimentos, visando somente ganhos em marketing.

As ações de responsabilidade social são executadas pelas empresas aos públicos interno ou externo, ou seja, para seus colaboradores e consumidores, com a consciência de que, assim fazendo, devolverão à sociedade o que dela tiram. Ao se ver obrigada a atender a sua cota de aprendizes, o melhor que a empresa pode fazer, mesmo a contragosto, é executar o seu programa com o real sentido de responsabilidade social. Não vale a pena dar pouco ou nenhuma atenção à obrigação legal, pois assim agindo, a empresa perderá o dinheiro aplicado e, provavelmente, o seu Market Share. Uma imagem social ruim impacta na imagem e no resultado do negócio.