Os agentes de integração foram essenciais no fomento, organização e operação dos programas de estágio no Brasil. Em seus anos de existência, muita coisa no campo do estágio de estudantes mudou, evoluindo ou regredindo, permitindo a multiplicidade de “intermediadores de estágio”. Quem se propõe a intermediar estágio de estudantes, focando cuidar da papelada para a contratação de estagiários, está realizando trabalho de intermediador, jamais o de agente de integração.

 

Ao se decidir por ter um agente de integração para auxiliar na operação de seu programa de estágio, a empresa precisa considerar como ocorre a relação do agente com os demais integrantes do processo, tanto as escolas como, especialmente, os estudantes. O agente de integração só estará executando com responsabilidade o seu papel de integrador se tiver forte e sério relacionamento junto a eles. E o mais importante, o agente só será útil à empresa se fizer muito bem o papel de aproximação e de integração dos interesses das três partes. Se algum elo dessa corrente não fizer a sua parte ou se desgastar, haverá interrupção no processo ou, então, se tornará torto, frágil e até mesmo ilegal.

 

Um agente de integração responsável sabe trabalhar pequenos e grandes programas de estágio, como também sabe a melhor maneira para auxiliar empresas que assumam estagiários, mesmo sem ter um programa de estágio. Sabe também auxiliar as empresas em sua relação com os estagiários, orientando quanto aos melhores métodos para preparar jovens sem experiência, mas com vontade de dar certo.

 

Na cadeia de participantes na operação do programa de estágio, a única pessoa física no processo é o estagiário. Os demais integrantes, escola, empresa e agente de integração, são pessoas jurídicas. É por isso que o agente de integração deve focar sua atuação em apoio ao preparo do estagiário.