Para os jovens aprendizes qualquer coisa que vá além dos muros da escola e dos limites da comunidade não é vivenciada, sequer imaginada. Se surge uma oportunidade em certa empresa, provavelmente, será algo novo e ocorrerá em terreno desconhecido para a grande maioria. Uma parcela desses jovens acabam enfrentando a novidade do trabalho na empresa com reações naturais de defesa quando cada passo é dado em direção ao desconhecido mundo empresarial.

 

Por esse motivo, a entidade de aprendizagem deve ter em conta sua responsabilidade em desenvolver o aprendiz focando o mercado de trabalho. Esses jovens são talentosos e determinados e podem ser aproveitados pela empresa, por isso, como acontece com os iniciantes, deverão receber apoio, orientação e acompanhamento e serem tratados com paciência para avançar.

 

A entidade de aprendizagem precisa estar preparada para desenvolver o jovem naquilo que ele não aprendeu na escola, mas que o mercado exigirá. É preciso concentração cem por cento no que será útil ao jovem no início de convivência com o trabalho e se atentar a três fundamentos: Conhecer os códigos praticados no mercado para orientar os aprendizes sobre o que necessitarão em seu cotidiano empresarial, estar comprometida com os objetivos que o empregador quer alcançar com o seu programa e os códigos que ele pratica e deseja que seus colaboradores adotem.

 

A entidade que compreende o seu papel, entendendo que está tratando de dois lados, aprendiz e empregador, e com conhecimento de causa, cumprirá o que eles necessitam dela.