Desde que iniciou a implantação dos downsizings e reengenharias, as empresas estão focadas nas atividades essenciais para o desenvolvimento do negócio. Priorizam e concentram no que é fundamental para o core das suas atividades, destinando toda a sua estrutura produtiva naquilo que é imprescindível para o alcance de seus resultados. Nessa filosofia de atuação, se encontra, também, o seu quadro de colaboradores, ou melhor, as funções consideradas indispensáveis para a empresa.

Embora grande parte das empresas assuma os seus estagiários como estratégicos para a formação de suas futuras equipes de profissionais, a administração do Programa tem sido incumbência de agentes de integração. Entretanto, muitas dessas instituições apenas produzem e controlam a documentação pertinente aos estagiários, sem a devida preocupação com o seu desenvolvimento.

Mas, por que o Rh de uma empresa contrataria um agente de integração só para cuidar de sua papelada de estágio? Diversas vezes, isso se dá pelo efeito do piloto automático, que ocorre quando o RH sem refletir no que terá no futuro, se baseia no que era utilizado no passado.

Com as mudanças que foram ocorrendo, principalmente em decorrência da globalização e consequentemente aumento da competividade, o perfil profissional nas empresas teve de ser adequado às novas demandas de produção e venda. Especialmente em programa de formação de equipes e de liderança, as empresas destinaram o seu olhar, tempo e investimento para os jovens.

Para as empresas que investem em estágio, visando à formação de futuras equipes, os pontos mais importantes que impactam em seus programas estão relacionados muito mais às questões de desenvolvimento do que a elaboração da documentação. É preciso que a empresa contratante exija de seu agente de integração uma atuação na busca, no desenvolvimento e nas melhores práticas para o aproveitamento dos jovens estudantes ao final do programa de estágio. A empresa deve cobrar de seu parceiro integrador um trabalho consciente e uma atuação construtiva no sentido de integrar conhecimentos, necessidades, anseios e objetivos da própria empresa, dos jovens participantes e das escolas envolvidas, de modo a buscar a melhor fórmula e resultados para o seu Programa de Estágio.

O mau serviço prestado pelo agente de integração ou ainda alinhado a um modelo ultrapassado, lesa a empresa e atrapalha a formação de novas equipes à partir do estágio, além de prejudicar as futuras gerações de profissionais.