Historicamente, a contratação de estagiários sempre foi uma iniciativa da empresa, que inicia o processo identificando a oportunidade de estágio e solicita, em seguida, ao seu RH, as providências necessárias, que de maneira direta realiza contato com a escola ou faz por meio dos agentes de integração.

Essa relação entre empresa e escola, quando bem conduzida, faz com que todos os envolvidos ganhem, especialmente o estudante, que participará como importante elo dos mundos educacional e empresarial, pois exercerá dois papéis: o de aluno, para receber a teoria na escola e o de estagiário, a fim de exercitar a prática na empresa.

Geralmente, as escolas se comportam mais passivamente no processo de identificação de vagas de estágio para seus alunos, e muitas só divulgam as vagas em seus murais ou em seus sites, deixando os alunos interessados a incumbência de se candidatarem. O processo de preenchimento das vagas se dá muito mais por iniciativa das empresas ou dos agentes de integração, ou ainda por ação dos alunos.

A escola pode passar a ter uma atitude pró-ativa ou iniciativa mais elevada se adotar algumas mudanças em seu processo de relacionamento com a empresa parceira para o estágio de seus alunos, destacando-se:

  • Melhor orientação/preparação de seus alunos para assumir atividades práticas junto às empresas, conhecendo mais a realidade empresarial, suas exigências e oportunidades, ou seja, aproximando seus alunos daquilo que ocorre no mercado de trabalho.
  • Melhor estrutura operacional e de negociação junto ao mundo do trabalho, objetivando alcançar: entender mais profundamente para onde caminham os interesses e necessidades profissionais das empresas; e fortalecer a relação escola/empresa, de modo a refluir em crescimento das partes e em mais e melhores oportunidades para os estudantes.
  • E, acima de tudo, fortalecer a postura de enxergar a empresa como fundamental e confiável parceira na preparação prática e atualizada de seus estudantes para o mercado de trabalho.