Um bem planejado e conduzido programa de estágio propicia excelentes retornos à empresa que investe na estratégia de formar suas futuras equipes de profissionais.

Planejar e realizar bem um programa de estágio exige atenção na condução, passo a passo, do desenvolvimento do estagiário.  Requer trabalho e muita sensibilidade para acompanhar, ouvir, orientar, dar feedback e diferenciar os mais bem preparados para as oportunidades certas.

Desenvolver estagiário para assumir funções é um trabalho feito sob certas regras de convivência e lapidação. A empresa recebe uma “peça bruta”, que vai tomando forma conforme o conteúdo é disponibilizado, de maneira que faça sentido ao objetivo estabelecido para o estagiário.

Podemos associar o cérebro do jovem a uma esponja: ao absorver conhecimento, fica mais pesado. Cabe à empresa, por seus gestores, ter a sensibilidade de preparar os estagiários a transformar o conhecimento prático adquirido em competências para executar a futura função.

Nas médias e grandes empresas é possível observar grande preocupação dos seus RHs e gestores em como receber e trabalhar os jovens das novas gerações, cada vez mais digital.

Produto da tecnologia, o jovem possui as potencialidades valorizadas neste século, conseguindo domínio e convivência com o mundo tecnológico e inegável capacidade para buscar informações onde elas estiverem armazenadas. Contudo, também faz parte do jovem deste século um pacote de fragilidades, de modo que exigem atenção concentrada e trabalho forte. São as fragilidades emocionais e comportamentais, que devem ser alvos de atenção e ação das empresas contratantes, e que irão interferir no desempenho profissional dessa garotada, como ocorreu, ainda em escala diferente, com outras gerações no momento em que tiveram o seu primeiro contato com o mundo do trabalho.

As melhores práticas são aquelas executadas por empresas que investem em ações que atuam no combate às fragilidades emocionais e comportamentais dos estagiários, apresentando, claramente, onde, como e porque aplicarão suas habilidades e competências. As empresas com melhores práticas em seus programas de estágio estabelecem dispositivos mais transparentes de relacionamento com esses jovens, obtendo, em contrapartida, um forte laço de confiança com seus estagiários e aumento nos resultados de desenvolvimento de suas futuras equipes de líderes.