O programa Jovem aprendiz (Lei n° 10.097/2000), oferece a oportunidade de inserção de jovens e adolescentes no mundo do trabalho. Quando bem conduzido, o Programa apresenta o seu caráter de inclusão social e grande revelador de talentos.

Os jovens que participam do Programa Aprendiz têm acesso a conteúdos práticos (que ocorrem na empresa contratante) e conteúdos teóricos (na entidade formadora).

Um jovem aprendiz, dependendo do tipo de contrato, dispõe de 4 ou 6 horas de trabalho diário e essa mesma carga horária é utilizada para curso teórico na entidade formadora.

A maioria dos jovens, pela imaturidade profissional, ainda não sabe qual área deseja atuar e nesse sentido o acompanhamento é essencial para que descubram quais são suas habilidades e como melhor aproveitá-las. O conteúdo teórico irá prepará-los para isso.

O jovem poderá atuar em diversos setores da empresa, desde que receba acompanhamento do mentor, que o desenvolverá em suas funções.

O ideal é que a entidade formadora ofereça cursos em diversas áreas de atuação e dessa forma as empresas podem contar com jovens preparados em capacitações direcionadas por segmento de atuação.

As atividades práticas na empresa deverão estar de acordo com a formação teórica aplicada na entidade formadora. A empresa deverá acompanhar o desenvolvimento do jovem nas atividades executadas, orientando e fornecendo feedback, afim de contribuir para a aquisição de competências tão essenciais ao jovem, nesse início de carreira.

A entidade formadora deverá elaborar um plano de desenvolvimento de acordo com a área que o jovem irá atuar que contemple os conteúdos: Técnicos (noções de administração, atendimento ao cliente, logística, etc.); Conteúdos básicos (língua portuguesa, matemática, etc.), Conteúdos transversais (Educação para o consumo, ética e cidadania, etc.), Habilidades capitais (Marketing Pessoal, Projeto pessoal, etc.) entre outros (Saúde e segurança do trabalho, informática, etc.).

Deve a entidade de aprendizagem orientar o empregador quanto à compatibilização do desenvolvimento da prática à teoria ministrada nas aulas, elaborando as avaliações do aprendiz, e informar seu desempenho suficiente ou sua inadaptação. A emissão de certificado de conclusão é de responsabilidade da entidade.

Com esse investimento e corretamente explorados em suas potencialidades, esses jovens serão capazes de dar às empresas um jeito novo de realizar a perpetuar seus negócios.