Já está claro para grande parte das empresas, que o consumidor e o cidadão são a mesma pessoa. E esse consumidor se apresenta cada vez mais exigente no momento da compra.  A população está compreendendo que não teremos um planeta para viver, se continuarmos com o atual modelo produtivo.

A certeza de que poderíamos produzir indefinidamente, extraindo do planeta tudo o que necessitávamos, já não existe mais. A ideia de vida produtiva viável, decorrente do modelo que parte do econômico, passa social e se encerra no ambiental, nessa ordem de importância, não se mostrou mais sustentável como nos séculos passados, em que havia a certeza de que assim seria.

É necessário resolver essa equação, pesquisando alternativas sustentáveis que criem um futuro para o planeta e para os negócios. Cabem as empresas o desafio de fazer melhor que suas antecessoras. Investindo na criação de um modelo sustentável e transformador que deverá focar o ambiental, considerando o social e econômico.

O número de empresas que surgem todos os dias, voltadas para negócios não poluidoras, já tem significado, não só pela identidade, mas pela consciência de que estamos consumindo mais do que o planeta é capaz de repor.

Para obter sucesso nessa jornada olhando o futuro do negócio, as empresas devem alterar os perfis, competências e habilidades exigidas de seus colaboradores. Buscando candidatos que tenham clareza sobre a impossibilidade de continuar com o modelo extrativista e que apresentam objetividade em construir um novo modelo econômico.

É essencial, contar em seu quadro de funcionários, com colaboradores que  compreendem a utilidade e o valor de uma ação inovadora, capaz de alterar o atual sistema produtivo. Em especial, nos jovens, é depositada muita confiança, pois posteriormente desempenharão as funções de liderança. Uma empresa com lucidez compreende o cenário de transformação que estamos vivenciando e investe em seu quadro funcional, profissionais engajados em atuar arduamente no arranjo do novo modo de se conviver com o planeta.