Em primeiro lugar, talvez despertem especial interesse do meio empresarial porque sejam as gerações mais diferentes da história da civilização. Representantes dessas gerações, conhecidas como digitais, são mais preparados no ponto de vista técnico e tecnológico e com o poder da informação. Capazes de enxergar o mundo sob uma ótica diferente, se comparados com os representantes das outras gerações. Possuem talentos para desenvolver o mundo novo que se busca alcançar, no mesmo planeta que a humanidade nasceu, cresceu e se desenvolveu. Estão decididos a algo que até há pouco tempo raros privilegiados conseguiram: unir trabalho e prazer. São credenciais importantes e diferentes que, se bem conduzidas pelas empresas poderão produzir resultados importantes ao futuro das organizações.

Em grande parte, as empresas já perceberam que essa maneira peculiar de ver e sentir o mundo faz desses jovens fortes candidatos a promover outro jeito de produzir e de fazer negócios. Isso é tudo o que qualquer empresa precisa para a sua perpetuidade.

E, além disso, não há outra “matéria prima” para a se preparar e investir no curto prazo que possa provocar mudanças positivas nos negócios e na produção. Existe grande expectativa e movimentação por parte das empresas sobre a forma adequada de extrair o melhor que esses jovens podem oferecer sem que ocorra o desencontro entre as gerações que atuam internamente. Vivemos um momento empolgante, em que buscamos a fórmula que pode dar a melhor produtividade e resultados na passagem do bastão para essa turminha sem vivência, cheia de virtudes, mas também composta de fragilidades.

Se não formos competentes para conhecer os nossos jovens quando estavam no papel de filhos ou netos, teremos de destinar mais esforço para conhecê-los bem melhor como profissionais que construirão o futuro sustentável do planeta pelos alicerces que deixarmos.

Uma nova rota que preserva os interesses e os conhecimentos das partes envolvidas, os seja, a empresa, a “velha guarda e o jovem que vem sendo utilizada é a seguinte:

  • Transparência: Abrir o jogo desde a seleção do jovem, de maneira a se obter união de interesses e sinergia de valores;
  • Definição de limites: Considerar que não existe jovens super-heróis, como não existem empresas perfeitas;
  • Considerar, com interesse, suas ideias e iniciativas: oxigenação leva também à inovação.
  • Respeito e confiança na relação obtêm-se com critérios, diretrizes e planos, aceitos e introjetados pelas partes;
  • Focar na reputação: Carreira se constrói com lisura e clareza;
  • Jovem não é bibelô, mas também não é capacho.