Inúmeros casos de abusos e desvios em Programas de estágios foram relatados durante um longo período, em que eram encontradas atribuições desconexas com as áreas de formação dos candidatos. Os estudantes eram utilizados para baratear custos empresariais e colocados para assumir tarefas incoerentes até o final de seu contrato, sem perspectiva de desenvolvimento profissional. Com o objetivo de evitar tais manobras, o órgão legislador adotou um sistema para contratação dos jovens, ele é conhecido como plano de estágio.

Este plano tem como base ampliar o conhecimento do estagiário de forma segura, com o intuito de que ele também seja uma ferramenta útil para a empresa. Sendo assim o processo é criado com atividades que gerem responsabilidades e fortaleçam o aluno para a conclusão positiva do período de estágio. Um dos fatores decisivos para este sucesso está ligado ao trabalho do supervisor/gestor, é necessário que exista o treinamento adequado da equipe para que, ao receber o estagiário, todos estejam preparados para desenvolvê-lo com êxito.

Claro que emergências, atrasos, as pressões por resultados, os apuros e imprevistos são inerentes à atuação de qualquer equipe de trabalho, mas é neste momento que o gestor apresenta por habito lançar mão do estagiário afim de que ele realize as atividades atrasadas, porém sem vinculação com o proposito da vaga. O perigo é frequentemente encontrado nas corporações, contudo o supervisor deve estar orientado para avaliar como o estagiário irá se ajustar a equipe e se movimentar com ela, sempre com a atenção voltada para que não ocorra o desvio de função.

Ao tomar os devidos cuidados, a empresa define uma vaga importante para o plano de estágio: a participação do estagiário no dia a dia da organização e o apoio da equipe para que ele possa galgar futuras oportunidades. Mesmo em processo de aprendizado, o jovem precisa ser parte da equipe e entender os processos que acontecem na empresa, para que ele possa crescer e ajudar à todos neste caminho.