A partir da mudança em algumas premissas do Programa Menor Aprendiz, transformando-o em Programa Aprendiz, sua principal característica se tornou a assistência social. Dessa forma, as entidades de assistência social assumiram papel de grande relevância para o sucesso do “novo” Programa. E sucesso, nesse caso, é sinônimo de bom resultado para a empresa, o aprendiz e sua família.

 

Para que essa parceria dê certo, é necessário a participação de uma boa e interessada entidade de aprendizagem. A diretriz central para o bom desempenho da entidade se vale do entendimento de que a parte frágil na relação é o aprendiz, e que o programa deve se desenvolver em favor do desenvolvimento do jovem. Se isso acontece, a empresa empregadora também é bem atendida, diante de um grupo de jovens bem preparado para o aproveitamento profissional.

 

E como a entidade poderá, na prática, auxiliar para o bom resultado do programa?

Cuidar dos aspectos operacionais constitui o primeiro passo para o Programa Aprendiz dar certo para o jovem, a empresa e a família do aprendiz. São necessários atenção e cuidados com eles, desde atender a produção documental, passando pelas orientações sobre o funcionamento das aulas de aprendizagem, regras de participação, avaliações, participação dos pais no programa, comunicação, entre outros pontos.

 

Orientar e assistir quanto aos aspectos legais para a condução do programa é o segundo passo. Há muitas nuances legais próprias da legislação que rege a realização do programa, as quais necessitam ser observadas e que os empregadores, muitas vezes, desconhecem.

 

Entretanto, encontram-se nos aspectos técnicos os maiores cuidados para o Programa apresentar os melhores resultados. Serão observadas questões como a sinergia na execução da aprendizagem e as atividades práticas ocorridas; a promoção de treinamento específico para os gestores que ficarão no dia a dia com os aprendizes; a indicação de jovens com perfil de interesses em consonância às oportunidades oferecidas; as avaliações frequentes dos jovens no programa e as adequações necessárias, entre outras questões técnicas.

 

Os aspectos sociais também devem ser cuidados atentamente pela entidade. Nesse quesito, a entidade cuida das pessoas envolvidas com os aprendizes, difundindo e fortalecendo as questões sociais, tão fundamentais em sua observação.