Se, antes, o gestor da empresa solicitava ao RH que buscasse o estagiário para atuar na equipe, tendo a força de trabalho auxiliar para cumprir os resultados da área, agora, não pode ser mais assim. Se a empresa pretende atender a lei de estágio, precisará difundir internamente a correta maneira de enxergar o estagiário.

Estagiário é jovem em processo de aprendizado, e, como tal, deve ser entendido. A empresa passará aos gestores indicados a responsabilidade de preparar esses jovens para a futura profissão que abraçaram. Não será mais o gestor quem pedirá estagiário para completar sua equipe e obter mais resultados para a área. Será a empresa que destacará o gestor, que será incumbido de desenvolver o estagiário, atendendo aos objetivos já estabelecidos pela empresa.

Também são observados, com razoável frequência, programas de estágio de empresas que definem os objetivos da presença dos estagiários, seu plano de desenvolvimento atrelado a esses objetivos, e gestores que assumem a responsabilidade por conduzi-los a atingir suas metas profissionais. Nessas empresas, é identificável a importância do bom desempenho do gestor em seu papel de desenvolvedor de estagiários. Sai o gestor de seu antigo padrão de atuar como supervisor, notadamente operacional, e entra o melhor e mais adequado padrão de mentor de estagiário.

Por certo, tem ficado claro que o sucesso desses programas de estágio passa pela atuação de cada gestor envolvido com o desenvolvimento do estagiário. Quando o gestor compreende bem a importância de sua atuação junto ao jovem e para a estratégia da empresa, assumindo com competência e interesse o cotidiano de desenvolvimento do estagiário, certamente, o resultado será bastante positivo.