Muitos estudiosos defendem que a afetividade é um ingrediente importantíssimo nas instituições. Esse elemento se apresenta em forma de companheirismo e amizade entre os membros da equipe. Nas empresas é possível observar alguns conflitos que ocorrem entre as áreas e dentro delas, que impactam negativamente no desempenho de todos os integrantes do grupo e por consequência no resultado final da empresa.

É evidente que quando usamos o termo “amizade” estamos nos referindo a um ambiente acolhedor e harmonioso, no qual o colaborador sinta-se respeitado pelos membros da equipe, tenha bom relacionamento interpessoal, ética e tantos outros ingredientes que irão garantir uma equipe integrada e eficiente.

Ser amigo é mostrar ao seu subordinado quando ele faz algo errado. É dar feedback o tempo todo. Não apenas na obrigatória avaliação de desempenho, uma vez ao ano, mas no decorrer dele, para que essa avaliação não seja uma surpresa e que o colaborador perceba que está sendo desenvolvido constantemente.

É possível notar, no ambiente organizacional, líderes que possuem muitos jovens em sua equipe, mas não se mostram preparados para lidar com essa geração, acabam enxergando-os como arrogantes e/ou “espaçosos”.

A geração de jovens que chega às empresas recebeu muita influencia da internet, apresentam uma ansiedade nas relações, sentem dificuldade em separar a vida pessoal da profissional, querem conquistar a todos, são questionadores, barulhentos e estão cheios de expectativas em relação ao trabalho.

Muitos lideres, exatamente pela falta de manejo com esses garotos, usam do feedback como uma arma para intimidá-los, puni-los. O tiro, normalmente, sai pela culatra e o jovem pode se tornar reativo ou apresentar medo de admitir erros ou tirar dúvidas.

Algumas dicas que irão auxiliar nessa aproximação:

• Conheça as atribuições e atividades que o jovem realiza, só assim conseguirá avaliar suas competências e auxiliá-los com as possíveis dificuldades.

• Faça investimentos constantes em Programas de Estágio ou Trainee: Vão fornecer tempo para avaliar o grau de maturidade do jovem, dar autonomia e acompanhar sua evolução.

• Não se preocupe apenas com o resultado, é importante fornecer informações, treinamentos ou atividades que envolvam questões comportamentais que o jovem precisará no mundo organizacional.