A parte mais frágil entre todos os integrantes envolvidos na operação de um programa de estágio é o estudante. A fragilidade do estudante se destaca por sua inexperiência no relacionamento com o mundo do trabalho, em função de ser jovem e diante da condição de estar em processo de desenvolvimento pela primeira vez. Aproximadamente, 80% dos estudantes de cursos técnicos e universitários, quando saem em busca de estágio, não tiveram contato anterior com o mercado.

É importante que a empresa considere essa condição, inerente aos estudantes, atuando de modo a auxiliar esses jovens, iniciantes em sua travessia no mercado de trabalho, sem trazer bagagem prática anterior.

Desde que o estágio foi juridicamente organizado, o número de estudantes em condições legais para estagiar aumentou bastante. No ano de 2000, por meio de uma portaria, o Ministério da Educação, também abriu a possibilidade de estágio para estudantes do ensino médio. O aumento do número de candidatos veio acompanhado com o aumento da responsabilidade de aplicar um bom programa de estágio.

É essencial levar em consideração as possibilidades que cercam cada jovem, pela própria segurança do negócio, pois a empresa necessitará sempre dos jovens, ainda que na condição de estudantes. Infelizmente, respeitável contingente de empresas não realizam esse raciocínio. Tratam os estudantes com distanciamento e falta de atenção desde o primeiro momento em que tomam a iniciativa de se cadastrar para concorrer ao estágio, repetindo-se a pouca atenção em outros momentos de contato.

O que esperar desses estudantes encaminhados para as empresas após orientações insuficientes passadas por telefone, não passando da portaria ou da recepção porque as oportunidades foram oferecidas sem a menor adequação aos perfis das vagas?

Quanto custa para os estudantes e para as empresas esse tipo de pouco caso no atendimento ao jovem? Quanto tempo será perdido, na improvável aderência do perfil dos candidatos assim encaminhados, com as exigências apresentadas, a priori, pelas empresas? O fato relevante é a baixa qualidade dos serviços prestados aos estudantes, ocasionando um distanciamento e afetando a imagem da empresa perante o jovem.

Para essas empresas, vale o alerta: muitos desses estudantes serão seus futuros funcionários. Como o seu RH vai querer que eles enxerguem sua empresa nesse primeiro contato profissional?