É importante sinalizar que apesar de que o jovem fará sua parte e ajudará a mudar o mundo, ele ainda não está pronto. É comum que as empresas ao realizarem seus programas de aproveitamento de jovens, adotem um processo seletivo exigente que valoriza a origem do candidato, pressupondo que isso garantirá os melhores para suas equipes.

Só aceitar estudantes para estágio procedentes de escolas com cursos conceituados por suas histórias de docência ou de primeira linha faz com que a empresa perca jovens talentosos, por vezes, para a concorrência.

Outra interpretação errada nesse processo é a de que o estagiário, rigorosamente selecionado, poderá abraçar determinadas responsabilidades e funções, assumindo que ele terá o preparo necessário somente porque vem de escola de primeira linha e com bom currículo educacional. Por ser jovem e na condição de estagiário, não está preparado para assumir as atividades mais óbvias do mundo empresarial, por nunca ter pisado nesse solo e desconhecer os códigos de conduta, relacionamento e de comunicação que imperam nesse ambiente.

Quando uma empresa resolve receber estagiários, é fundamental que tenha a plena consciência  de que estará atuando com estudantes, que poderão até possuir um excelente portfólio educacional, mas, inexperientes, não saberão o que fazer com esse conteúdo, de modo a canalizá-lo para se transformar em competências. Por isso, esse diamante bruto ainda necessitará do gestor para o ensinar a juntar as pontas e prepará-lo no comportamental.