RHs de todo o pais enfrentam diariamente a dificuldade de selecionar profissionais qualificados para integrarem seu quadro de colaboradores.

Esse dilema pode ser explicado por diversos fatores: educação formal de má qualidade que não prepara o jovem para os desafios do mundo do trabalho, falta de informação no que se refere às possibilidades de inserção de jovens, legislação e exigências das vagas.

A falta mão de obra qualificada tem impacto direto na produtividade, o que torna o país menos competitivo no mercado internacional. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 2016/2017 o Brasil caiu 33 posições na colocação geral de 2012 até 2017 e encontra-se em 81º lugar.

A exigência por candidatos com experiência deve ser o primeiro requisito que a empresa deve abrir mão. Buscando nos jovens a solução para compor a sua equipe de trabalho, formando, por meio deles, os novos profissionais para o seu quadro de funcionários.

A produtividade da empresa está intrinsicamente ligada à qualificação de seus colaboradores. Para isso, as organizações devem contribuir com treinamentos e desenvolvimento de colaboradores, com especial atenção aos jovens, numa ampliação de uma cultura organizacional que considere os parâmetros comportamentais e não somente os técnicos.

Esse investimento visa, além da capacitação de seus colaboradores, o desenvolvimento de novas lideranças e a retenção de profissionais talentosos, tornando-se uma arma contra a desgastante e cara rotatividade de profissionais.

O governo também deve fazer a sua parte promovendo programas de incentivo à educação profissional e programas de inserção de jovens no mundo do trabalho. Além de uma total reorganização do ensino médio e ampliação das vagas gratuitas no ensino superior.