É normal observarmos, principalmente junto ao público mais jovem, uma ansiosa espera pela chegada dos fins de semana, férias e feriados, enquanto os dias de trabalho muitas vezes são encarados como um compromisso pesado e sofrido. É fato que existe a responsabilidade e que ela faz a diferença entre o que é sério e o que é divertido. De toda forma, sempre que o trabalho é visto como desinteressante, torna-se mais sofrido.

Se fosse possível passar toda a vida em férias, sem qualquer compromisso com a responsabilidade, provavelmente, ficaríamos aborrecidos, entediados. O tempo livre é legal desde que seja intercalado com atividades regulares e de trabalho.

Os jovens que apresentam a visão destorcida quanto ao mundo do trabalho, sem o nível exigido de compromisso e responsabilidade, chegam despreparados às empresas, esperando que os gestores ajam como seus pais, protegendo-os a todo o momento e compartilhando, ao estalar de seus dedos, fáceis experiências e aprendizados.

Os gestores, por outro lado, estão muito atarefados, fazendo a gestão da área e liderando equipes, por diversas vezes não se apresentando disponíveis para tornarem-se referências para esses jovens.

Todo esse cenário torna-se mais complexo se avaliarmos que os jovens são pertencentes às novas gerações e demonstram grande resistência à figura do chefe, aquela pessoa com mais experiência que manda e espera que os demais cumpram sem questionamentos. Eles buscam um gestor que seja inspirador, que o auxilie a tomar decisões.

Muitas empresas não estão preparadas para receber esses jovens. Possuem a convicção de que são descompromissados, sem potenciais ou preguiçosos, pois receberam, normalmente, mais privilégios e investimentos que todas as gerações anteriores, gerando expectativas errôneas quanto ao seu desenvolvimento.

As empresas devem refletir que a atividade profissional proporciona aos jovens a sensação de fazer parte de um grupo. Sentir-se útil é fundamental para a construção da autoestima profissional do jovem. Mesmo em atividades simples é possível passar e adquirir conhecimentos e experiências. Portanto, as empresas devem investir no desenvolvimento adequado desses jovens, pois representam as novas e futuras lideranças que tocarão os negócios.

Caso a empresa sinta dificuldade em desenvolver adequadamente esses talentos, é possível buscar organizações que ofereçam treinamentos específicos para cada gestor que tem a incumbência de desenvolver e formar jovens para a continuidade de suas atividades e negócios.