Os apagões de mão de obra mostram que a falta de investimento no jovem, quer na educação como no trabalho, resultam no tiro contra o próprio pé que a sociedade, em geral, e a empresarial, em particular, efetuam agindo de maneira insensata contra o futuro.
Não é demais renovar a posição de que não existem caminhos fáceis, mágicos ou curtos para promover a inserção dos jovens no mundo empresarial, tirando deles o que melhor possuem e passando para eles, com inteligência e transparência, o que não possuem, no nível que necessitarão para atuar profissionalmente. Porém, reforçamos, para que essa soma de iniciativas funcione, é obrigatória a profissionalização do que se encontra em seu entorno, de acordo com as melhores práticas pelo mercado:
• Políticas de aproveitamento e de desenvolvimento de jovens claramente definidos;
• Plano de desenvolvimento para esses jovens de acordo com os objetivos dos programas;
• Profissionais da empresa preparados, interessados e conscientes de seu papel ao lado dos jovens, desenvolvendo-os no dia a dia de acordo com os objetivos de cada programa envolvido;
• RH atuante, costurador, motivado e com poder para decidir;
• Plano de aproveitamento dos jovens envolvidos, de acordo com os objetivos e a conclusão dos programas executados.
Ainda é possível notar algumas empresas queimando o seu dinheiro trazendo jovens para atuar na sua empresa com displicência e para trabalhos de menor complexidade, simplórios e desnivelados se comparados à sua capacidade de realização.
Também perde dinheiro o grupo de empresas que adota o artificialismo e a forçada de barra em sua relação com os jovens. Doses acima do normal de “oba-oba” para atração e recepção dessa meninada geram artificialismo que não segura ninguém, especialmente os jovens que valorizam relações mais abertas, transparentes e diretas.