Em relacionamentos iniciados com preconceito, principalmente no contexto profissional, a possibilidade da relação não dar certo é bastante alta. Apesar do entendimento de que o preconceito precisa ser combatido, tal comportamento também é parte integrante junto à grande parcela de Programa Aprendiz, implantado na marra em empresas por meio das cotas.

Mesmo em organizações mais abertas para receber aprendizes, por compartilharem um alto sentido de responsabilidade social ou porque compreendem o alcance do trabalho bem feito com esses jovens, o preconceito ainda é percebido, especialmente no início dessa relação.

Um dos cuidados para romper esse paradigma é a elaboração de plano de desenvolvimento e aproveitamento desses jovens. Bem elaborado, e considerada a rotatividade natural dos profissionais lotados em funções operacionais, o plano oferece mais sentido à presença dos aprendizes na empresa, além de facilitar a adesão dos funcionários que atuarão lado a lado com eles.

Algumas empresas adotam, com sucesso, determinadas práticas que constroem terrenos melhores para a entrada de aprendizes. Alguns exemplos:

• Jamais vincular à entrada de aprendizes a saída de funcionários. Ainda que seja para o cumprimento de cota, causa revolta, e os funcionários terão como alvos a direção e os aprendizes.

• Apresentar às áreas consistente estudo de turnover ocorrido nos últimos anos, acompanhado de plano de desenvolvimento e de aproveitamento dos aprendizes às funções do turnover.

• Destacar funcionários para serem desenvolvedores dos jovens, preparando-os para atuar em sua formação até o final do programa, para aproveitamento na própria empresa ou mercado, prontos para lutar com chances pelas oportunidades que se apresentarem internamente ou em outras empresas.

Com isso as empresas rompem com essa importante barreira, forma parte de seus futuros colaboradores e torna-se consciente de seu papel em criar um futuro para essa geração de jovens.