A inteligência emocional tem essencial importância para o sucesso no mundo do trabalho. Quanto mais complexa for a situação a ser enfrentada, mais o jovem necessitará da sua inteligência emocional, pois a fragilidade nessa competência compromete, na maioria das vezes, a capacidade de enxergar a solução utilizando suas outras habilidades.

Muitos jovens não conseguem obter pleno desenvolvimento pessoal e profissional em razão da pouca competência emocional. Nesse sentido, é correto afirmarmos que a inteligência emocional é crucial para os jovens nos currículos acadêmicos atuais, pois interfere diretamente na concretização de seus talentos e capacidade de convivência com o dia a dia empresarial.

Cada vez mais, o mundo empresarial tem se voltado para uma preparação mais ampla do que é oferecida nos currículos tradicionais do meio acadêmico. Em todo o mundo, mais especificadamente, na Ásia, Europa e Austrália, já são aplicados programas de aprendizado emocional e social.

Parcerias entre governos, instituições e empresas, podem ser a saída para mitigar o dilema entre o aproveitamento de jovens talentosos x sua capacidade para enfrentar situações de grande pressão e estresse. Os investimentos empresariais estão em franco crescimento no sentido de promover desenvolvimentos específicos, dentre eles aqueles focados em fortalecer a capacidade em lidar com conflitos, visão e conduta ética e de cidadania, trabalho em equipe sob pressão, determinação para não desistir, entre outros.

Empresas com visão de futuro sabem que devem interessar-se por esse tema, pois são de responsabilidade não somente da escola ou do núcleo familiar e podem proporcionar diversas situações importantes de desgaste em seu quadro funcional e custos adicionais de saúde. Por fim, serão os jovens deste século, advindos das escolas deste século, que estarão atuando nas organizações e serão responsáveis por mudanças de paradigmas aos atuais modelos de produção que vivenciamos, tornando-os menos estressantes, mais prazerosos e com mais resultados.

As organizações estão cada vez mais submetidas aos talentos e a criatividade de seus colaboradores, e isso deve ser consideradas no momento em que a organização atribuir valor aos programas de desenvolvimento desses jovens.