A nova lei de estágio, ainda que indiretamente, valoriza muitíssimo os aspectos sociais. São por eles que se mede o valor do estágio para o estudante e como a empresa percebe e a importância que, internamente, dá ao estágio.

E quais são os pontos identificados nos aspectos sociais, que devem ser objeto de verificação por parte dos agentes dos órgãos de fiscalização?

  • O estágio realizado desenvolve o estudante? Tem relação efetiva com os objetivos traçados pela empresa?
  • Do que o estudante/estagiário participa em seu dia a dia de estágio?
  • A relação supervisor/estagiário, como se dá?
  • Como o estagiário é visto e tratado pelos demais integrantes da equipe?

E por que esses pontos são considerados como parte dos aspectos sociais e não caracterizados como integrantes dos aspectos técnicos? A resposta é direta: pela responsabilidade social que toda empresa precisa exercer e um programa de estágio bem realizado é sinônimo do exercício dessa responsabilidade social. Além disso, se o estudante é bem preparado e não puder ser aproveitado pela empresa, terá sido preparado para assumir funções em outras organizações, o que torna a ação social e empresarialmente justa.

Não basta somente “atender” aos dois primeiros aspectos do estágio (operacionais e legais), porque embora obrigatórios, não garantem que o estágio ocorra verdadeiramente. Para que seja caracterizado como estágio, é fundamental que os aspectos sociais e os técnicos (nessa ordem) sejam os objetivos mais importantes a serem observados e concretizados pela empresa.