Há mais de 50 anos, desde a melhor adequação do instituto no país, as empresas têm à disposição formar futuras equipes a partir de estagiários bem preparados. Se esse instrumento de formação de equipes for avaliado com atenção, será verificado que se trata de forte caminho de entrosamento entre profissionais já experientes e jovens talentosos com vontade de aprender.

 

É comum que muitos profissionais tenham passado pelo estágio, o que facilita aos estagiários encontrar melhor receptividade nas empresas em seu programa de aprendizado prático. Isso porque já passaram pelo estágio e compreendem quais os dilemas, dificuldades e possibilidades que permeiam esse período de aprendizado. Entretanto, não é suficiente para fazer funcionar a relação dos orientadores-desenvolvedores e os estagiários.

 

As melhores práticas levam as empresas a observar quesitos obrigatórios que ensejam à obtenção de bons resultados. Nesses quesitos se encontram os aspectos operacionais, legais, técnicos e sociais do estágio, porém passam pelos objetivos a alcançar com o programa de estágio e pela definição dos perfis dos que atuarão nele.

 

Formar futuros quadros de profissionais a partir de um programa de estágio exige, antes, adequação dos perfis dos estagiários buscados com o perfil do que seja valor para a empresa. Para isso, é necessário que as partes (estagiário e empresa) tenham interesses comuns, que construam o fortalecimento da relação.  Se o ponto  de partida é o fato de que um lado quer vender o seu potencial e o outro quer comprar, a manutenção dos interesses só ocorrerá se houver comunhão dos perfis.

 

É essencial, então, que o ponto de partida para modelar boas equipes por meio de programas de estágio seja a empresa avaliar, com especial atenção, o mais adequado perfil de jovens que serão preparados para o futuro dos seus negócios. Vincular esses perfis ao foco do que se valoriza faz que as chances de êxito aumentem muito.