Cada uma das empresas que adotam o programa trainee como instrumento estratégico para formar líderes, têm uma maneira particular de conduzir o programa, aprendendo com seus erros e acertos ao longo dos anos a fim de aprimorarem suas práticas.

 

São diversos os fatores que influenciam nos resultados dos programas trainees, como por exemplo, o modo de atuação da companhia, como ela dissemina seus valores, o seu nível de inovação e participação no mercado, seu histórico de resultados com os trainees anteriores e os anos de permanência desses jovens na empresa.

 

Sendo assim, é natural que cada companhia adote diferentes técnicas para obter bons resultados. Existem diversas possibilidades e meios de se alcançar o sucesso: enquanto alguns programas focam no processo de definição de quem serão os trainees, outros preocupam-se mais com o desenvolvimento dos jovens. O fato é que, apesar de o programa ser adaptável para as particularidades de cada empresa, algumas etapas são imprescindíveis para que ele seja bem-sucedido.

 

Divididas em seleção, introdução, desenvolvimento e aliança/engajamento, essas 4 fases são a chave para o sucesso do seu programa, ajudando a garantir o aproveitamento do maior número possível de trainees. Confira com mais detalhes cada um desses passos:

  1. Seleção: Nesta primeira etapa, com certeza a mais importante, é preciso construir uma relação de confiança com o jovem. Desde o começo, deve-se demonstrar clareza na comunicação a respeito de tudo que irá ocorrer e transmitir o real cenário de como será a relação futura, como a empresa pretende avançar com o programa e o que procura nos seus trainees. Esse primeiro momento precisa ser aproveitado para a criação de um clima de confiança.

  2. Introdução: Essa etapa deve receber especial cuidado por parte das empresas por duas razões: a primeira, para não deixar que o êxito dos trainees “subam-lhe às cabeças”, e que esses jovens se tornem arrogantes, não querendo trabalhar “com qualquer coisa ou com qualquer um”. A segunda razão é evitar justamente a situação contrária, ou seja, que os demais funcionários vejam os trainees como jovens “metidos e arrogantes”, negando aos novatos qualquer tipo de apoio e colaboração. Nesta fase, foca-se a criação do clima de cooperação.

  3. Desenvolvimento: Essa etapa tem o papel de identificar se o potencial de realização será transformado em capacidade de realização, tanto do jovem, quanto da empresa, pois a última precisará comprovar, ao longo da relação, que as promessas feitas são reais. Neste período, os trainees deverão receber cuidados e orientações a fim de promover o seu desenvolvimento comportamental, cultural, social e técnico.

  4. Aliança e Engajamento: Na etapa conclusiva do processo, apenas os jovens que venceram o período de preparo permanecem. Aqui, se verifica se os acertos de percurso foram mais decisivos do que os erros, e se o que foi feito causou impacto suficiente para a continuidade da relação e a efetividade dos investimentos que os trainees e a empresa fizeram.

 

Como apontamos anteriormente, não existe uma receita ideal e única para o êxito do programa, pois cada empresa é diferente e singular, contudo, existem caminhos e atitudes que podem ser tomadas a fim de facilitar a conquista de uma relação proveitosa com os jovens trainees.